terça-feira, 11 de outubro de 2011


Divisão de quê e para quê?

Dezembro se aproxima e o coração do paraense começa a bater mais forte. Alguns corações batem de desprezo pela idéia separatista, outros palpitam de esperança pelo desenvolvimento prometida pelos idealistas e militantes da tão sonhada nova unidade federativa. No entanto, o que ambos os corações realmente desejam ardentemente é um estado que forneça aquilo para o que foi idealizado: políticas públicas eficazes e dignas ao povo nortista.

O Estado do Tapajós, como um ideal visionário promete novas oportunidades, o desenvolvimento, os investimentos nacionais e internacionais, além de uma infinidade de outras promessas que encantam qualquer eleitor durante uma campanha. Mas... Alguém já se perguntou o preço de tal sonho? Quantos anos vai levar para gerar lucro utilizável aqui? Como agregará os novos moradores? E quem serão os maiores beneficiados com tudo isso?

Não se trata de apoio ou oposição ao movimento separatista. É uma questão de bom senso. É impossível se estabelecer um estado apenas com promessas. Além disso, quantos grupos comunitários já se levantaram para defender tal “ideal do povo oeste paraense”? É perceptível a disposição incansável de alguns grupos políticos que, noutro tempo, tiveram a oportunidade de fazer mais por esta região, mas nada além do básico foi efetuado. Esses agora lutam com “unhas e dentes” pela divisão. Certamente é pelo povo, e não por futuros cargos políticos que surgirão com a criação do novo estado.

Não se sabe ao certo se a população inclusa no projeto emancipatório, quer um novo estado, mas é possível asseverar que ela aspira por um estado melhor para viver com o mínimo de dignidade possível e merecida. É notável que grande parcela da população não investigue os reais interesses de uma proposta, uma vez que só consegue enxergar as vantagens dela, desprezando, inclusive, a possibilidade de cair novamente nas garras de governantes tão engessados quanto o do estado atual.

Em seu tempo Jesus Cristo já recomendava aos seus discípulos que soubessem discernir a época em que viviam e que julgassem por si próprios o que era justo (Lucas. 12.56-57). Assim também, os cristãos do século XXI devem se portar diligentemente, analisando os prós e os contras dessa proposta, fazendo valer a democracia para o bem comum e não para o bem particular, individual de minorias políticas mal intencionadas.


Por Deyvison Viana

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